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Coronavac: revacinar quem tem 80 anos e mais?

25 MAI 2021

Foto: Butantan

Uma nova polêmica surgiu em torno da vacina chinesa CoronaVac. 

Estudo realizado pelo grupo Vebra Covid-19 aponta que o imunizante tem menor efetividade em idosos com 80 anos ou mais. Daí foi levantada a discussão sobre a necessidade de revacinar esse grupo de pessoas ainda neste ano, segundo informa o Estadão.

De acordo com a pesquisa, publicada sexta passada, a taxa de proteção da vacina "cai conforme a idade e varia de 61,8% na faixa etária dos 70 aos 74 anos a 28% acima dos 80 anos. No grupo entre 75 e 79 anos, o índice encontrado foi de 48,9%. Na maioria dos casos, portanto, o indicador foi superior ou muito similar à eficácia verificada nos estudos clínicos do produto no Brasil (50,7%). A maior preocupação é sobre o grupo de idosos maiores de 80 anos", destaca o jornal.

O Estadão conversou com especialistas. Uns defendem a necessidade de "esperar mais dados para pensar em qualquer estratégia de revacinação ou dose de reforço", a contar que o estudo não mediu a proteção da vacina contra internações e óbitos. 

Já outros "acreditam que a política de imunização já deva começar a ser repensada a partir de agora, de acordo com as vacinas que forem entregues".

O infectologista Júlio Croda, da Fiocruz, que participou da pesquisa, considera que a "aplicação de uma dose de reforço ou o início de um novo esquema com vacinas mais efetivas para idosos, como a da Pfizer, deveria ser feito ainda neste ano, após o término da imunização dos grupos prioritários".

Diz que os dados evidenciam que o tempo urge para ser feita a revacinação e, assim, "prevenir ainda mais o adoecimento nesse grupo acima de 80 anos, que é o que tem o maior risco e é uma parcela pequena da população". 

O Estadão lembra que dados do Ministério da Saúde aponta que cerca de 4,2 milhões de idosos acima dos 80 anos já receberam ao menos uma dose da vacina contra a covid-19.

Autor(a): Eliana Lima



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