Polícia

Operação da PF no RN mira em R$ 400 milhões e 50 toneladas de cocaína

23 NOV 2020

Foto: Receita Federal

A Receita e a Polícia Federal foram às ruas hoje (23) cumprir 153 mandados de busca e apreensão no Brasil e no exterior.

Em solo brasileiro são 145 mandados, cumpridos no RN, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Também em cumprimento 65 mandados de prisão dentro e fora do país.

No exterior, foram pedidos 37 de arresto (mandados de apreensão) de aeronaves, na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos. 

Dinheiro

Estão sendo sequestrados cerca de R$ 400 milhões em bens, entre aeronaves, imóveis e veículos de luxo.

Segundo a PF, é a maior apreensão de cocaína da história país.

Durante a investigação, foram apreendidas 50 toneladas da droga em portos do Brasil, da Europa e da África.

É a Operação Enterprise. Na mira, "uma organização criminosa voltada à prática do crime de tráfico de entorpecentes em âmbito de alcance internacional e diversos outros crimes correlatos, tais como lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas para o exterior", informa a Receita.

As investigações começaram a partir de "uma apreensão realizada em setembro de 2017 por servidores da Receita Federal, que impediram o embarque de 776 quilos de cocaína que estavam sendo exportados pelo Porto de Paranaguá (PR), com destino ao Porto de Antuérpia, na Bélgica. Com as informações levantadas pela Receita Federal, a Polícia Federal instaurou um inquérito policial e os dois órgãos públicos atuaram em conjunto nas investigações que descortinaram uma vasta organização criminosa, que atuava na exportação de entorpecentes a partir de portos brasileiros para variados destinos no exterior, com predominância para a Europa. Durante o período investigativo, foram apreendidas perto de 50 toneladas de cocaína ligadas à quadrilha, no Brasil e no exterior. A maior parte das apreensões ocorreu em área portuária, mas houve quantidade significativa de ações em depósitos, estradas, aeronaves e até em embarcações de menor porte, em alto mar", diz a RF.

Completa:

A organização criminosa atuava também na lavagem de dinheiro, tentando dar aparência legal ao capital ilícito proveniente dos crimes praticados. Para isso, criavam e utilizavam contas de pessoas físicas e jurídicas fictícias sem capacidade financeira, conhecidas popularmente como “laranjas”, para adquirir grande quantidade de bens móveis e imóveis, tais como aeronaves, carros de luxo, apartamentos e fazendas.

A Receita Federal atuou em conjunto desde o início da investigação, tanto na identificação de cargas suspeitas e apreensões de carregamentos de drogas nos portos, através de seus servidores aduaneiros, quanto na identificação de patrimônio oculto dos investigados e origem dos recursos financeiros ilícitos para a aquisição desses bens patrimoniais, através dos servidores da área de pesquisa e investigação e tributos internos.

Além das investigações no Brasil, a interlocução da Receita Federal com as administrações tributárias estrangeiras foi fundamental para o rastreio das cargas ilegais e identificação dos integrantes da quadrilha. A troca de informações, aliada ao gerenciamento de risco e a utilização de cães de faro e escâneres, possibilitou à Receita Federal bater recordes históricos na apreensão de drogas nos últimos anos. Em 2019, foram apreendidas 58 toneladas de cocaína, o que equivale a 40% do total apreendido na última década.

Participam, pela Receita Federal, 24 Auditores-Fiscais e Analistas Tributários que, desde a madrugada, atuam na execução de mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juízo da 14ª Vara Federal de Curitiba, em cidades dos estados do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Norte.

Mais detalhes serão repassados em coletiva à imprensa com a presença de representantes dos órgãos envolvidos na operação, às 10 horas, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba/PR.

Vídeos divulgados pela PF:

Autor(a): Eliana Lima



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