21 FEV 2025
A Folha de São Paulo revelou nesta sexta-feira (21) mais um detalhe que se soma ao conjunto de contradições da delação do tenente-coronel do Exército Mauro Cid e da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os jornal, a denúncia apresentada pela PGR, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), utilizando a delação premiada de Mauro Cid como um dos principais elementos de acusação, omitiu declarações que poderiam contrastar com as acusações formuladas.
Diz que embora a denúncia afirme que Bolsonaro tinha conhecimento e autorizou o plano “Punhal Verde Amarelo” — que incluía ações extremas como o assassinato de autoridades —, Cid declarou em depoimento não saber se o ex-presidente estava ciente desse plano.
Além disso, a PGR destacou que Cid confirmou o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes a pedido de Bolsonaro, mas omitiu que, segundo Cid, esse monitoramento não estava relacionado a ações violentas, mas sim a uma possível insatisfação pessoal de Bolsonaro. Essas omissões levantam questionamentos sobre a imparcialidade e a integridade da denúncia apresentada.
Para maior compreensão sobre o impacto da delação de Mauro Cid na denúncia contra Jair Bolsonaro, você pode conferir o podcast da Folha aqui.
Autor(a): BZN
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